Marco Erra

Licenciado em Engenharia Informática e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa, está entre os mais ‘antigos’ do Grupo e garante que se ganhasse o Euromilhões ia trabalhar na manhã seguinte. “Um pouco mais descansado, mas ia.”

A viagem começou em 2005 e continua a ser tão aliciante como no princípio. Se calhar, até mais. A explicação é simples. “No XIS Group, não há dois dias iguais nem duas tarefas iguais. Todos os dias são para aprender, pesquisar, testar e encontrar novas soluções. A experiência não basta, vale muito, mas temos de estar muito atentos, para nunca perdermos o fio à meada, e é isso que também me alicia.”

Vive, desde cedo, com os computadores dentro da cabeça e ainda se recorda dos seus 11 anos e do entusiasmo à volta da primeira ‘máquina’ – um computador que “tinha jogos” –, nos Salesianos, mas que também servia para ensinar Matemática de forma menos convencional, “o que tornava tudo muito mais fácil.”

O sonho já lá estava, a Informática era o caminho certo. O vapor da dúvida nunca o atormentou, ainda que tenha chegado a pôr os olhos num outro horizonte e a desejar “o melhor de dois mundos”. “Gostava muito de ter ido para as Forças Armadas, cheguei a concorrer. A minha intenção era fazer o curso de Engenharia Informática nas Forças Armadas, mas o curso só abria ano sim, ano não, e eu tive o azar de concorrer no ano não.” Viu-se excluído de um dos “dois mundos”, mas acabou por levar a melhor. A entrada no Técnico permitiu-lhe dar continuidade ao sonho, e a verdade é que nunca mais voltou a pensar no que ficara para trás.

No XIS Group, entrou com o objetivo principal de “alargar horizontes”, até porque “ganhar fortunas” nunca fez parte dos planos. “A partir de um mínimo, o dinheiro deixa de ser importante. Gostar do que faço é o que realmente importa – e gosto muito –“.

Os valores fundamentais do Grupo estão mais do que definidos e explicam quer o perfil da equipa, quer a solidez da organização. “Valorizamos as pessoas. Os únicos valores que temos são as pessoas e o tempo. Não vendemos muitas coisas palpáveis, vendemos o nosso tempo.”

Nas horas vagas, que são poucas mas bem aproveitadas, é à família que dedica a maior parte do tempo. Depois, vem a leitura. Possui um vasto acervo de livros históricos e policiais, mas também se diverte sentado ao computador à procura de gadgets. Ir à praia? Isso, é que nem pensar. “A água está sempre fria” [riso].